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Mais informações sobre os Hormônios das Mulheres

Mais informações sobre os Hormônios das Mulheres

Hormônio Luteinizante (LH)

 

O LH é um hormônio que atua principalmente na reprodução.

Nas mulheres, ele é produzido durante o ciclo menstrual e estimula a ovulação. Ele é fundamental para que a mulher possa engravidar.

É importante saber que existe uma grande variação natural do LH entre uma menstruação e outra. No dia que a mulher menstrua, começa um novo ciclo e o LH está baixo. Nos próximos dias, ele sobe lentamente, até que aumenta muito por volta do décimo quarto dia. A partir daí, seu nível diminui e permanece baixo até uma nova menstruação.

Esse exame é feito para avaliar o funcionamento do ciclo menstrual.  Em mulheres após a menopausa, é normal que o LH tenha valores altos. Ele também pode aumentar por causa de doenças do ovário.

 

Hormônio folículo Estimulante (FSH)

 

O FSH, conhecido por hormônio folículo-estimulante, é produzido pela hipófise e tem como função regular a produção de espermatozoides e a maturação dos óvulos durante a idade fértil. Dessa forma, o FSH é um hormônio ligado à fertilidade e a sua concentração no sangue ajuda a identificar se os testículos e os ovários estão funcionando corretamente.

Os valores de referência do exame FSH variam de acordo com a idade e gênero da pessoa e, no caso das mulheres, com a fase do ciclo menstrual, podendo também ser útil para confirmar a menopausa.

Esse exame normalmente é pedido para avaliar se o casal tem sua fertilidade preservada, caso estejam com dificuldades para engravidar, mas também pode ser pedido pelo ginecologista ou endocrinologista para avaliar:

  • As causas da falta da menstruação ou menstruação irregular;
  • A puberdade precoce ou atrasada;
  • A impotência sexual nos homens;
  • Se a mulher já entrou na menopausa;
  • Se os testículos ou ovários estão funcionando corretamente;
  • A baixa contagem de espermatozoides nos homens;
  • Se a mulher está produzindo óvulos de forma adequada;
  • A função da glândula pituitária e a presença de tumor, por exemplo.

 

Estradiol

O Estradiol é o mais potente estrógeno natural em humanos. Ele regula a função reprodutiva em mulheres e, com a progesterona, mantém a gravidez. A maior parte do estradiol é secretada pelos ovários (em mulheres não-grávidas), embora os testículos (em homens) e o córtex adrenal (em homens e mulheres) secretam pequenas quantidades. Durante a gravidez, a placenta produz a maior parte do estradiol circulante. Em mulheres não-grávidas normais, o estradiol sintetizado pelo ovário é a origem predominante tanto de estrona como de estriol. Níveis normais de estradiol são mais baixos na menstruação e no início da fase folicular e se elevam no final da fase folicular exatamente antes do avanço do LH, que, normalmente, é imediatamente seguida pela ovulação. Quando o LH atinge o pico, o estradiol começa a diminuir antes de aumentar novamente durante a fase lútea. Se a concepção não ocorrer, o estradiol cai até seus níveis mais baixos e a menstruação inicia-se logo em seguida. Se a concepção ocorrer, os níveis de estradiol continuam a aumentar, alcançando níveis de 1.000 a 5.000 pg/ mL durante o primeiro trimestre, 5.000 a 15.000 pg/mL durante o segundo trimestre e 10.000 a 40.000 pg/mL durante o terceiro trimestre. Na menopausa, os níveis de estradiol permanecem baixos.

 

Progesterona

 

Progesterona é um hormônio produzido pelas células do corpo lúteo do ovário. O corpo lúteo é uma estrutura que se desenvolve no ovário, no lugar que ocupa um óvulo maduro que tenha sido liberado durante a ovulação. Consequentemente, o nível de progesterona se eleva durante a segunda metade do ciclo menstrual.

Sempre que o óvulo liberado não é fecundado, a produção de progesterona diminui, ocorre a menstruação e degeneração do corpo lúteo.

O hormônio progesterona é um esteróide que possui a mesma composição química dos hormônios estrogênios femininos e dos hormônios androgênios masculinos. 

A principal função do hormônio progesterona é preparar a membrana mucosa do útero para receber o óvulo. Além disso, estimula o preparo das mamas para a produção de leite.

 

Prolactina

 

A prolactina inicia e mantém a lactação nas mulheres. Durante a gravidez e a lactação pós parto, a prolactina no soro pode aumentar 10 a 20 vezes. O exercício físico, o stress e o sono também provocam aumentos momentâneos nos níveis de prolactina. Os níveis de prolactina no soro consistentemente elevados, são indicadores de hiperprolactinemia, que é a disfunção hipotalâmica-hipofisária mais comum encontrada na endocrinologia clínica. A hiperprolactinemia resulta muitas vezes em galactorréia, amenorréia e infertilidade nas mulheres e em impotência e hipogonadismo nos homens além da insuficiência renal, o hipotireoidismo e os adenomas hipofisários secretores de prolactina.